Brasil e ISO
9000
Marcos Antonio Lima de Oliveira
Diretor Técnico da QUALITAS
Certified Quality Engineer - ASQ/USA
(Este artigo foi publicado originalmente em inglês na
revista QUALITY PROGRESS - ASQ/USA - mês de agosto/1999
).
No final de 1992 havia 36 empresas no Brasil cujo sistema
de qualidade foi certificado de acordo com as normas ISO 9000.
Um ano depois, este número cresceu para 177 empresas.
Isto representa um aumento de cerca de 500 %. De acordo com
o boletim ISO 9000 NEWS, editado pelo ISO 9000 FORUM, uma
organização da ISO, no ano de 1993 a taxa de
crescimento das companhias certificadas pela ISO 9000 nos
EUA e Japão foi de 150 %.
A maioria das companhias no Brasil foram certificadas pelo
BVQI, LLOYDS, DNV, ABS, SGS, companhias reconhecidas internacionalmente.
Por que um país em desenvolvimento como o Brasil está
se saindo muito bem na implementação da ISO
9000?
O primeiro movimento pela qualidade no Brasil começou
no início dos anos 70. Naquela época o Brasil
começou a construção de usinas nucleares
devido a um acordo com o governo alemão. Foi criada
uma companhia chamada NUCLEBRÁS para promover o programa
nuclear. Engenheiros brasileiros foram enviados à Alemanha
a fim de aprender a nova tecnologia, incluindo os princípios
da garantia da qualidade. Alguns deles são hoje as
pessoas mais importantes no movimento brasileiro pela qualidade.
As normas internacional para a indústria nuclear dão
importância especial ao controle de qualidade e nós
tínhamos que atender a essas normas. Todas as empresas
brasileiras envolvidas na construção as usinas
nucleares tiveram que treinar seus engenheiros nesses princípios.
A indústria nuclear brasileira não foi bem sucedida,
mas os princípios da qualidade permaneceram. Companhias
envolvidas na construção das usinas nucleares
também trabalhavam para a Petrobrás.
Dentro do modelo de estatização existente até
o início dos anos 90, a PETROBRÁS destacava-se
como uma empresa de ponta, atuando como um braço do
governo na definição de políticas econômicas.
Assim o governo, através desta empresa iniciou um processo
de implantação de qualidade com o objetivo de
assegurar um maior retorno financeiro aos seus investimentos
na estatal. A empresa era a principal compradora de produtos
e serviços no mercado nacional, detendo um forte poder
de compra perante os fornecedores. Nesse processo, a PETROBRÁS
percebeu o grande desperdício que ocorria. Material
gasto em excesso, prazos não cumpridos, retrabalho
na execução das atividades, tudo isso tornava
mais difícil a tarefa de gerenciar a empresa.
A empresa lançou um amplo programa de qualificação
dessas empresas, tendo como base os conhecimentos adquiridos
por ocasião do início do programa nuclear brasileiro.
Este programa era um reflexo do ambiente político existente,
onde predominava o autoritarismo e a centralização.
O programa da Petrobrás era uma imposição
de um grande comprador a seus fornecedores. Era fruto da tecnocracia
existente na empresa, considerada uma das mais preparadas
dentro do governo.
No meio dos anos 70 o Brasil realizou um acordo com a Alemanha
com o objetivo de construir usinas nucleares. Seguindo o modelo
típico do regime militar, o governo criou uma empresa
estatal, a NUCLEBRÁS, com o objetivo de implantar o
programa. Engenheiros e técnicos brasileiros foram
enviados à Alemanha para aprender a nova tecnologia.
Dado os riscos envolvidos na indústria nuclear, a
confiabilidade é um dos requisitos básicos.
Essa confiabilidade só é obtida com um rigoroso
programa de controle de qualidade na aquisição
de materiais e serviços para indústria nuclear.
Os técnicos enviados à Alemanha tomaram contato
com a tecnologia do controle de qualidade. O programa nuclear
não teve o sucesso desejado. Mas a tecnologia absorvida
tornou-se de domínio dos brasileiros.
Foi lá que a PETROBRÁS foi buscar os conhecimentos
que necessitava para implantar o seu programa de controle
de qualidade dos fornecedores. A PETROBRÁS é
responsável pela produção de 60 % do
petróleo consumido no Brasil e por 100 % do seu refino.
Um dos pontos fortes da empresa é o conhecimento de
seus empregados, obtidos através de um forte programa
de treinamento. Até a década de 80 todos os
engenheiros contratados pela empresa passavam por um curso
de especialização de 1.200 horas.
O programa de controle de qualidade dos fornecedores da PETROBRÁS
envolvia auditorias periódicas nas empresas. As falhas
eram registradas e a empresa tinha um tempo estipulado pela
empresa para tomar as ações corretivas. Os fornecedores
eram avaliados periodicamente, e os resultados da avaliação
tinham influência nas próximas concorrências.
Essas avaliações incluíam o treinamento
e formação dos profissionais das empresas contratadas
nos conceitos do controle da qualidade. Na época o
foco já estava mudando do controle de qualidade para
a gestão da qualidade. Na época eram utilizadas
as normas canadenses, consideradas as melhores do mundo.
Para atender à necessidade de treinar o pessoal em
qualidade, o Instituto Brasileiro do Petróleo, uma
entidade sem fins lucrativos de certa forma ligada à
PETROBRÁS começou a promover maciçamente
treinamentos em qualidade. Eu mesmo fiz meu primeiro curso
de qualidade nesta entidade em 1985. Centenas de profissionais
foram treinados.
Normalmente os processos de qualidade pressupõem a
participação das pessoas. O programa implantado
pela PETROBRÁS não atendia a esse princípio,
pois era uma imposição do fornecedor. De qualquer
forma, teve o aspecto positivo de iniciar o estudo do assunto.
O caminho para a qualidade estava descoberto. No meio dos
anos 80 engenheiros da PETROBRÁS tomaram conhecimento
de um exame realizado pela Sociedade Americana de Controle
de Qualidade ( ASQC ) que dava título de engenheiro
da qualidade. Esses títulos tem um grande reconhecimento
nos EUA. Os primeiros engenheiros obtiveram esse título.
Rapidamente a informação se espalhou entre os
profissionais treinados em qualidade. Hoje o Brasil é
o segundo país do mundo em número de engenheiros
com esse título, após os EUA. Temos cerca de
1500 profissionais com essa titulação.
Pela influência da Petrobrás, o assunto Qualidade
começou a ser discutido no país. No meio da
década de 80 o governo brasileiro, com o apoio do BIRD,
fez um programa com o objetivo de capacitar instituições
brasileiras para disseminar esses novos conceitos. Foram selecionadas
três entidades para obter essa capacitação
nos centros mais avançados. O IBQN foi designado para
absorver a tecnologia européia, principalmente a alemã,
em função do programa nuclear. A Fundação
Vanzolini, ligada à USP, foi designada para absorver
a tecnologia norte-americana. A Fundação Christiano
Otoni (FCO), ligada à Universidade Federal de Minas
Gerais foi designada para absorver a tecnologia japonesas.
Todas as três tiveram um papel destacado, mas a FCO
foi a que obteve maior sucesso. Seu principal consultor o
professor Vicente Falconi escreveu um livro sobre qualidade
de acordo com o modelo japonês, que rapidamente tornou-se
um best seller. A empresa formou um time de consultores e
passou a orientar as empresas brasileiras na implantação
do sistema. Outros livros foram publicados. Um intenso programa
de treinamento foi desenvolvido. A FCO passou a dar consultoria
a 600 empresas brasileiras, no início as maiores do
país, que representavam cerca de 30% do PNB.
Até os anos 80 o mercado brasileiro era protegido
por elevadas taxas de importação, criando barreiras
à importação de produtos. A concorrência
restringia-se a um pequeno número de produtores brasileiros.
Com isso a preocupação com qualidade e produtividade
também era pequena. Os preços industriais eram
fixados pelo governo através do Conselho Interministerial
de Preços ( CIP ). Assim qualquer custo adicional decorrente
da falta de qualidade e produtividade era repassado ao preço
final. Como não havia concorrência internacional
e o mercado local era cartelizado, o cliente final é
que tinha que pagar o preço.
Com a eleição de Collor observou-se o revigoramento
dos princípios de mercado e a reafirmação
dos valores neo-liberais. A nova pauta política passou
a ser dominada por temas como desestatização,
reinserção no sistema internacional, abertura
da economia, desregulamentação e privatização.
O Brasil, recém-egresso da ditadura militar passa por
um processo de refundação do estado.
Em 1990 COLLOR apresenta uma proposta com um nítido
teor liberal, com a meta de reduzir o Estado e privatizar
a economia. Foi em nome desses princípios liberais
que as principais lideranças empresariais uniram forças
em torno da sua candidatura, apesar da sua recusa a esse apoio.
Dentro do seu programa de mudanças e liberalização
da economia, promoveu uma drástica redução
nas alíquotas de importação. De repente
o empresário nacional ficou frente a frente com a concorrência
internacional, cujos preços eram menores que os praticados
no mercado local. Nos primeiros anos a economia ficou paralisada.
Temia-se o fechamento das maiores empresas brasileiras. Os
empresários, reunidos em torno da FIESP, protestaram
mas a altivez de Collor não permitiu que ele recuasse.
Collor procurou colocar na sua equipe pessoas não
ligadas a governos anteriores. Ele foi buscar para compô-la
um ex-presidente da Associação dos Engenheiros
da Petrobrás, que havia feito pesadas críticas
à PETROBRÁS. Coincidiu que esse profissional
havia trabalhado no programa de desenvolvimento de fornecedores
da PETROBRÁS e era um dos primeiros brasileiros a obter
a certificação de engenheiro da qualidade pela
ASQC. Esse profissional trouxe outros colegas para o governo,
seguindo o modelo existente de valorizar a tecnocracia.
Para dar uma resposta aos empresários, que temiam
o sucateamento da indústria em função
da acelerada abertura do mercado, o governo COLLOR criou o
PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE (PBQP), que
tinha como objetivo fomentar a utilização de
técnicas de qualidade nas empresas visando aumentar
a produtividade, reduzindo os custos e tornando-as competitivas
em relação ao mercado internacional.
Na mesma época, 1990, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS concluía a tradução
das normas da série ISO 9000. Essas normas foram lançadas
pela ISO, órgão internacional de produção
de normas sediado na Suíça, em 1987. Tinham
como objetivo orientar as empresas na implantação
de um sistema de qualidade para fornecer produtos de acordo
com as necessidades dos clientes. Essas normas consolidavam
a gestão da qualidade, uma sistemática de caráter
preventivo na condução do processo da qualidade,
em lugar do controle da qualidade, que é apenas um
processo reativo.
A ISO 9000 é uma série de padrões internacionais
para "Gestão da Qualidade" e "Garantia
da Qualidade". Ela não é destinada a um
"produto" nem para alguma indústria específica.
Tem como objetivo orientar a implantação de
sistemas de qualidade nas organizações. As regras
e os padrões da Gestão da Qualidade e Garantia
da Qualidade são complementares aos padrões
do produto, e são implantados para melhorar a sua qualidade,
com impacto na funcionalidade do Sistema da Qualidade.
A implantação da norma ISO 9000 em uma empresa
tem como produto um aumento da sua produtividade, decorrente
da redução de desperdícios, da redução
de produtos não conformes, da redução
de retrabalho na execução das atividades.
Algumas grandes empresas viram na ISO 9000 um modelo a ser
seguido dentro da linha do PBQP. Em 1990 18 empresas haviam
obtido a certificação ISO 9000. Em função
do programa de fornecedores da PETROBRÁS, já
havia um número razoável de profissionais com
conhecimentos na área da qualidade. Esses profissionais
rapidamente aprenderam os conceitos da ISO 9000 e passaram
a implementar em suas empresas. O assunto qualidade passou
a fazer parte da pauta dos empresários. Cursos e seminários
eram ministrados em todo o país, disseminando a sua
idéia. E a sociedade reagiu de forma positiva, criando
entidades e associações para por em prática
essas idéias.
A Escola de Admininstração da UFBA foi uma
das pioneiras no Brasil. Em 1991 constituiu o Núcleo
de Qualidade e Produtividade dentro do CETEAD, o braço
da escola utilizado para as atividades de extensão.
Naquela época corria a informação que
os países europeus, em função da criação
do Mercado Comum Europeu em 1992, iriam exigir a implantação
da ISO 9000 das empresas que quisessem exportar para esse
mercado. Com isso as empresas exportadoras brasileiras foram
as primeiras a aderir a esse novo sistema.
Seguindo uma das metas do PBQP, em 1991 foi criada uma fundação
privada, sem fins lucrativos, mantida por 39 empresas, com
o objetivo de promover o Prêmio Brasileiro de Qualidade.
A premiação em qualidade tem o objetivo de reconhecer
a excelência das empresas. Surgiu no Japão em
1950 com a criação do prêmio Deming. Em
1984 surgiu nos Estados Unidos o Prêmio Malcolm Baldridge
com o mesmo objetivo. O Brasil seguia os mesmos passos.
O processo de premiação é bastante rigoroso.
Apenas duas empresas são premiadas por ano. As empresas
candidatas elaboram um relatório descrevendo o seu
processo de gestão. Cada relatório é
analisado por dez profissionais da qualidade, selecionados
entre os mais capacitados no país e submetidos a um
treinamento de três dias. O processo é eliminatório
por etapas, até que as melhores empresas são
indicadas para serem visitadas por examinadores seniores.
Enquanto isso o movimento pela implantação
da ISO 9000 prosseguia. Em 1994 o Brasil era um dos países
do mundo com a maior taxa de crescimento no número
de certificados. O número total ainda não era
expressivo pois o Brasil partiu com um atraso de três
anos em relação aos países europeus.
Apresentamos no quadro a evolução do número
de empresas certificadas no Brasil e da taxa de crescimento
da produtividade da indústria brasileira a partir de
1990:
| Ano |
Número de
certificados emitidos |
Taxa anual de
crescimento ( % ) |
Taxa de crescimento da
produtividade da indústria(%) |
| 1990 |
10 |
--- |
-3,6 |
| 1991 |
35 |
194 |
-6,0 |
| 1992 |
96 |
274 |
3,1 |
| 1993 |
225 |
234 |
11,7 |
| 1994 |
595 |
264 |
10,1 |
| 1995 |
948 |
159 |
3,4 |
| 1996 |
1584 |
167 |
13,4 |
| 1997 |
2476 |
156 |
9,8 |
| 1998 |
3652 |
147 |
--- |
Não localizamos estudos que analisem a correlação
existente entre o crescimento no número de certificados
ISO 9000 e o aumento da produtividade, embora a maioria da literatura
sobre sistemas de qualidade sustente que há uma relação
direta entre a implantação de sistemas de qualidade
e aumento de produtividade. Os dados da tabela mostram que os
dois indicadores têm uma tendência de crescimento
em paralelo.
Uma das exigências da ISO 9000 é que as empresas
avaliem os seus fornecedores e prestadores de serviços.
As empresas certificadas pela ISO 9000 passaram a fazer exigências
dos seus fornecedores, geralmente empresas de pequeno e médio
porte. A PETROBRÁS e a TELEBRÁS foram empresas
onde o nível de exigência se tornou mais rigoroso.
Para continuar a fornecer para essas empresas era necessário
implantar sistema de qualidade e ser aprovado nas auditorias
realizada pela empresa. Outras empresas passaram a adotar critérios
menos rigorosos, mas todas exigiam uma melhoria na qualidade
dos produtos e serviços. Em pesquisa realizada em 1997
ficou constatado que 60 % das empresas certificadas no Brasil
são pequenas e médias.
Ao final de 1998 o Brasil atingiu a marca de mais de 3.600
empresas com sistema de qualidade certificado pelas normas
da série ISO 9000, estando em 22. Lugar no mundo. O
número ainda não está compatível
com o tamanho da economia brasileira ( 10. do mundo ), mas
a taxa de crescimento continua elevada, dobrando o número
de empresas a cada ano. Esperamos estar numa posição
mais confortável nos próximos cinco anos.
O movimento pela qualidade prossegue em ritmo acelerado na
economia brasileira. A implantação da ISO 9000
é o seu aspecto mais visível. A ISO 9000, que
no início estava restrita ao segmento industrial, hoje
também avança na área de serviços.
Empresas dos mais diferentes ramos de atividade buscam a certificação
ISO 9000 como forma de demonstrar para seus clientes a preocupação
com a qualidade e como forma de diferenciação
a ser explorada pela área de marketing.
Empresas que implantaram a ISO 9000 começaram a perceber
as limitações da norma. A norma não abrange
todas as áreas da empresa. Por exemplo, as áreas
financeira, administrativa, segurança e meio ambiente
ficam de fora.
A ISO 9000 não garante que a qualidade do seu produto
é melhor que a do seu concorrente. A ISO 9000 garante
apenas que a sua empresa se compromete a entregar ao cliente
exatamente aquilo que prometeu na hora da venda. A empresa
se compromete a resolver qualquer problema decorrente desta
venda. A busca da comparação da qualidade do
produto pode ser feita através de uma técnica
de qualidade, que não faz parte da ISO 9000, que é
o benchmarking.
A ISO 9000 não garante a ausência de falhas.
Apesar deste ser o objetivo de qualquer gerente, sabemos o
quanto difícil é conseguir. O que a ISO 9000
garante é que todas as falhas definidas são
registradas, analisadas para descobrir a causa básica
e são corrigidas para evitar a sua repetição.
A norma também garante que as causas potenciais de
falhas são estudadas para a implantação
das ações preventivas. Esse é um processo
que vai gradativamente introduzir melhorias no sistema da
qualidade. Espera-se que o nível de falhas se reduza
no decorrer do tempo. A ISO 9000 garante a implantação
de uma sistemática de auditorias internas periódicas,
que vai identificar falhas no funcionamento do sistema.
A ISO 9000 não garante a satisfação
dos clientes. Esse assunto não é abordado de
forma direta na revisão atual da norma. Mas essa falha
será corrigida na revisão do ano 2000. A empresa
terá que implantar uma sistemática para identificar
as necessidades dos clientes, implícitas ou explícitas.
Após essa identificação, os resultados
serão traduzidos para os procedimentos internos da
empresa. A revisão da norma também vai exigir
que a empresa implante uma sistemática de medição
periódica do nível de satisfação
dos clientes. Esse item passará a fazer parte da análise
crítica do sistema da qualidade feita pela alta administração.
Medidas devem ser tomadas para sanar os problemas identificados.
A pontuação máxima da ISO 9000 representa
apenas 40 % dos pontos dos critérios de excelência
do Prêmio Nacional da Qualidade. Portanto, implantar
apenas a ISO 9000 é pouco para uma empresa que quer
realmente atender às necessidades de todos os seus
clientes ( compradores, funcionários, acionistas, fornecedores
e sociedade em geral ).
Em resumo, a ISO 9000 não pode ser considerada sinônimo
de qualidade. Indica apenas que Qualidade é uma das
prioridades da empresa, mas não pode garantir os seus
resultados. Apesar disso, tem o aspecto positivo de introduzir
a Qualidade na agenda do dia a dia dos empresários.
É um método simples cuja implantação
pode ser feita até por pequenas empresas.
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